REVIEW | The Beguiled (2017)

O mais recente filme da realizadora Sofia Coppola foi o filme de abertura desta edição do Porto/Post/Doc. Em plena Guerra Civil Americana, acompanhamos a vida num internato para raparigas em Virgínia, que recebem uma visita inesperada. Por entre desconfiança e algum mistério, esta é uma história envolvente de traição, ciúme e luxúria - com um elenco competente o suficiente mas mal aproveitado num filme oco e sem muito para oferecer. 

Três anos após o início da Guerra Civil Americana, a escola para raparigas da senhora Martha Farnsworth (Nicole Kidman), em Virgínia, mantém-se intacta. Ocupada pela matriarca, cinco estudantes (entre as quais Elle Fanning) e uma professora (Kirsten Dunst), as jovens vêem a sua já frágil rotina afectada com a chegada de um soldado ferido (Colin Farrell), que decidem acolher com o objectivo de tratar da sua lesão. No entanto, a chegada deste ocupante indesejado vem despertar nas jovens e na matriarca uma ainda desconhecida atração sexual, fazendo com que as mulheres compitam pela atenção do soldado - o que as leva a serem rodeadas de dúvida, inveja e ciúme. 

O argumento em The Beguiled não é novo, visto ser baseado num livro e ter havido um filme com o mesmo nome em 1971, numa versão com a assinatura de Clint Eastwood. A versão de Sofia Coppola traz um pequeno refresh à antiga versão, com um elenco verdadeiramente bom e uma construção inteligente o suficiente para nos manter agarrados ao écran. No entanto, apesar de termos um argumento interessante, o filme peca na construção de personagens, o que o torna insípido e bastante oco.

As personagens de Nicole Kidman e Elle Fanning tinham espaço para um desenvolvimenro bem maior, que conferisse ao filme aquilo que realmente merecia. No que respeita a Elle Fanning podemos, apesar de tudo, estar perante mais uma performance óptima para a jovem actriz que tem vindo a brilhar nos filmes que faz.

No que respeita a cinematografia e iluminação, o uso da luz podia ter contribuído para um maior apelo visual, mais ainda no que diz respeito à construção das personagens - permitia uma maior expressão do ambiente, sem comprometer a atmosfera que é conferida pela iluminação mais baça.

Com estas falhas, o argumento torna-se mal aproveitado, fazendo de The Beguiled um filme oco, desarranjado e fraco em vários aspectos - longe de ser um dos melhores trabalhos de Sofia Coppola,



1 comentário:

Messy Jessy disse...

Confesso que comecei a ver este filme e perdi o interesse, é muito paradinho, nem o vi até ao fim por ter adormecido. Apesar de ter ótimos atores, nem isso me fez cativar a ver mais.

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