REVIEW | Jigsaw - O Legado de Saw (2017)

novembro 06, 2017
Quem visita este blog há algum tempo, sabe que sou fã acérrima da saga Saw. Desde 2004 que esta é das sagas mais bem sucedidas no campo do terror, e 13 anos depois o sucesso não foge à regra. Com este regresso, os mimos são para os fãs: novas armadilhas, um enredo promissor e as plot twists a que nos habituámos – e isto é quase o suficiente para fazer de Jigsaw uma continuação à altura.

Passaram 10 anos desde a morte de John Kramer, também conhecido como Jigsaw – o  famoso assassino que submete as suas vítimas a uma série de testes que implicam a luta pela sobrevivência. Agora, a polícia depara-se com uma série de assassinatos, e todos parecem apontar para o mesmo suspeito – John Kramer.

A história desenvolve-se entre dois campos: os que estão dentro do jogo, e a polícia. Ambas as partes surgem articuladas na perfeição, o que faz com que Jigsaw volte um pouco às suas origens no que ao storytelling diz respeito.

Aqui, um outro factor importante e que ajuda à articulação destes dois mundos é o trabalho de realização competente e eficaz, aliado a uma edição sem falhas de maior. A banda sonora acompanha o passo de cada cena, conferindo ao filme uma atmosfera ainda mais negra.
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Depois, é bastante importante ressalvar que ao tentar regressar às origens, neste filme temos mais história e menos gore, independentemente da qualidade de caracterização e CGI que nos é oferecida neste filme. A mesma originalidade, a mesma sensação para o espectador – mas quando comparado aos últimos filmes da saga, há uma densidade muito maior em termos de argumento.

A acção desenrola-se num ritmo rápido, sem perder tempo com detalhes desnecessários, factor que se mantém de forma consistente se pensarmos no resto da saga. Do início ao fim o mistério desenrola-se aguçando a curiosidade em saber quem está, afinal, por detrás dos assassinatos, equilibrando ao mesmo tempo os jogos macabros sem descurar o ritmo.

Agora, a maior falha presente em Jigsaw: os actores. Neste filme estamos perante um rol de actores bastante desequilibrado, que nos entregam performances pouco credíveis e que roubam um pouco àquilo que Jigsaw poderia ter sido com um casting melhor. Especial destaque para o detective interpretado por Clé Bennet, e para Laura Vandervoort - sem esquecer, claro, Tobin Bell como John Kramer/Jigsaw. 

No fundo, Jigsaw é a peça do puzzle que traz a qualidade merecida à saga. Voltando às raízes, os argumentistas foram capazes de nos trazer uma história capaz, com personagens que podemos seguir sem excesso de complexidade. A nostalgia chega-nos quando aparecem as armadilhas, e ressurge aquela acção rápida e plena de reviravoltas que já nos havia cativado há anos - fazendo desta uma adição bem-vinda à saga.


2 comentários:

Beatriz Martins disse...

Vi o filme no cinema e adorei!! Quanto aos atores concordo, podiam ser melhores...

Novo post: http://abpmartinsdreamwithme.blogspot.pt/2017/11/inspiracao-bruna-corby.html

Beijinhos ♥

Inês Retorta disse...

É um facto, o filme merecia mesmo um elenco melhorzinho !

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