REVIEW | The Bad Batch (2017)

Com um elenco surpreendente, e pela mão de Ana Lily Amirpour, chega-nos The Bad Batch. Em colaboração com a NOS Audiovisuais, o MOTELx deu-nos a oportunidade de ver este filme em antestreia, para uma experiência estranhamente agradável. Ora vejam.

A realizadora Ana Lily Amirpour já não é de todo desconhecida, tendo visto o seu trabalho A Girl Walks Home Alone At Night aclamado pela crítica e sem dúvida alvo de muito hype. Dela chega mais uma obra no mínimo contorversa - e que pode sem dúvida dividir quase equitativamente a opinião da crítica especializada. 

Tinha algumas expectativas relativamente a The Bad Batch, que acabaram por não ser inteiramente correspondidas. No entanto, sem dúvida alguma que esta mistura entre Mad Max e o spaghetti western aliada a outros factores resulta numa experiência de cinema estranhamente prazerosa

O enredo centra-se num futuro distópico, no meio de uma comunidade canibal que tudo faz para sobreviver no deserto. Sobrevivente a esta comunidade, Arlen (Suki Waterhouse) dirige-se a Comfort, uma cidade com falsas promessas de esperança proporcionadas por Sonho (Keanu Reeves). É no seio desta pequena "cidade" que Arlen encontra a sua rotina, que será abalada por uma série de eventos ao cruzar-se novamente com a comunidade canibal que a fez cativa. 

O filme resulta, essencialmente pela tensão criada através da ausência de diálogo e da força da imagem - e fazendo ainda dos actores principais (Suki Waterhouse e Jason Momoa) quase suficientes para levar a história às costas. Ambos demonstram uma grande maturidade na representação, em que todas as suas expressões faciais e gestos compensam em larga escala a ausência de diálogo. 

Por último, a narrativa é ainda empurrada por uma banda sonora soberba, em que cada música é claramente escolhida a dedo. Todos estes factores fazem de The Bad Batch um filme que facilmente se estranha, mas rapidamente se entranha. 


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