REVIEW | American Assassin (2017)

setembro 22, 2017
Pela mão de Michael Cuesta chegou na passada semana às salas American Assassin. O filme protagonizado por Dylan O'Brien e Michael Keaton, baseado na obra homónima de Vince Flynn dá vida à personagem de Mitch Rapp, o justiceiro recrutado pela CIA para operações de contra-terrorismo. Uma história já bastante vista, mas uma excelente oportunidade para Dylan O'Brien mostrar o que vale, num filme que ainda assim deixa a desejar.

Mitch Rapp (Dylan O'Brien) já teve a sua quota parte de perdas: os pais aos 14 anos para um acidente de carro, e a noiva durante um atentado terrorista. Procurando vingança, tenta tornar-se num justiceiro por conta própria, treinando arduamente para combater a célula terrorista que o atacou em Ibiza. Observado atentamente por Irene Kennedy, directora de operações da CIA, Mitch é recrutado para uma operação anti-terrorista, onde trabalhará a par com o veterano Stan Hurley (Michael Keaton). Cedo perceberão que cada um tem a sua agenda, e derrotar os vilões não será tarefa fácil. 

Num mundo onde temos cada vez mais opções no que a thrillers de espionagem diz respeito, American Assassin chamava a atenção por três motivos: o elenco, a história (que apesar de já não ser novidade, consegue despertar alguma curiosidade) e a promessa de um filme de acção non-stop. No entanto, acabam por ser exactamente estes os três pontos mais fracos do mesmo: o elenco é promissor mas fraqueja, a história acaba mal contada e a acção desenrola-se lentamente. 

Quanto ao elenco, esta foi uma excelente oportunidade para Dylan O'Brien. Num meio completamente diferente das comédias românticas ou da saga Maze Runner, o actor encontra aqui uma primeira oportunidade de evoluir. Apesar da entrega, falta-lhe algum desenvolvimento e maturidade para termos um Mitch Rapp mais credível e que possamos levar a sério. No entanto, acaba por ser excelente enquanto rampa de lançamento, apesar de nem Michael Keaton o conseguir resgatar neste filme.

A história e a falta de acção interligam-se aqui, num argumento que podia ser forte mas é pouco desenvolvido, o que faz com que a acção também não se desenvolva na proporção que o espectador espera. O acompanhar das agendas de cada um também desliza, explorando claramente os objectivos de Mitch mas escapando no decifrar de Hurley e do chefe da célula terrorista que tentam derrotar. 

No fundo, American Assassin acaba por acertar em alguns alvos fáceis, mas sem o desenvolvimento que merece não se destaca num campo já minado de thrillers de espionagem muito mais apelativos.  


5 comentários:

Beatriz Martins disse...

Ainda não vi mas fiquei mega curiosa!!

Novo post: http://abpmartinsdreamwithme.blogspot.pt/2017/09/romwe-wishlist.html

Beijinhos ♥

Miguel Oliveira disse...

Se não está assim tão bom faz sentido, só são filmes de ação só para encher chouriços que agora Hollywood faz. O trailer pelo menos parecia bom. Ainda bem que não fui ver. Beijinhos
https://escritalhadaa.blogspot.pt

Os Filmes de Frederico Daniel disse...

Assassino Americano: 2*

Um dos filmes de ação mais aborrecidos que alguma vez vi na vida, razoável apenas.

Cumprimentos, Frederico Daniel.
PS, quantas estrelas lhe deu?

Inês Retorta disse...

Olá Frederico,

Realmente concordo que o filme foi apenas razoável. Dei-lhe 3* em 10.

Cumprimentos !

Os Filmes de Frederico Daniel disse...

Olá, foi para mim uma desilusão e torço para não haver sequela ahah.

Cumprimentos.

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