REVIEW | Amor Acima de Tudo (2017)

agosto 24, 2017
Hoje é dia de falar de romance. Na onda de The Fault In Our Stars ou Me Before You, chega Amor Acima de Tudo (ou no original Everything, Everything). Baseado no romance homónimo, de Nicola Yoon, a história era já de si apaixonante o suficiente, mas a falta de originalidade acaba por ser um elemento a ter em conta.

Em Amor Acima de Tudo acompanhamos a fórmula quase básica de qualquer romance. Quantos de nós não ouviram já falar na expressão star-crossed lovers? Pensem Romeu e Julieta, pensem A Culpa é das Estrelas - aqui temos um pouco de ambos. Neste filme, conhecemos Maddy, uma jovem com 18 anos que toda a sua vida viveu em casa sem poder ir ao exterior, por sofrer de uma rara doença imunológica. Maddy vive acompanhada de livros, da mãe e da sua enfermeira Carla. Mas a sua vida muda de modo quase drástico, quando Olly se muda para a casa em frente. Os dois jovens apaixonam-se, e Maddy tem finalmente oportunidade de ver o mundo como nunca conseguiu ver.

Ora, e aqui temos a receita para o romance de sucesso. Então o que falha? Originalidade, talvez. Os actores não são nada maus no papel que protagonizam, e a banda sonora é fresca o suficiente para acompanhar o ritmo leve do filme. Por isso, na verdade, resta-me apenas a questão da originalidade (assunto que recentemente tem sido geral no cinema, e que terá de ficar para ser discutido noutra altura). 

Atalhando um pouco o texto, Amor Acima de Tudo não é um mau filme, longe disso (e segundo diz quem leu o livro, é uma adaptação bastante fiel). Acaba por ter tudo o que queremos ver num filme deste estilo, desenvolvimento da história a um bom ritmo, boa química entre actores e, no final, um belo de um twist para tornar a coisa mais interessante. Uma recomendação (com algumas reservas)  a ter em conta para as tardes de domingo


2 comentários:

Clara Almeida disse...

Concordo contigo em alguns aspectos. Talvez, o tema do filme seja um pouco clichê, mas é algo que nunca sai da moda. Em termos da originalidade, achei o plot bastante original em relação à condição da miúda... Nunca tinha sido retratado uma barreira amorosa deste tipo. No entanto, achei que houve uma lacuna de originalidade no plot twist do fim! Não fiquei muito impressionada e achei-o previsível. Ao todo, eu também adorei o filme e acho que é ótimo para uma tarde de domingo.

Xoxo,
Ciela Unlimited | https://cielaunlimitedblog.wordpress.com/

Ângela disse...

Confesso que vi o filme e gostei mas achei um pouco estranho tudo o que acontecwu relativo à doença dela (:

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