REVIEW | Bridget Jones's Baby (2016)

abril 16, 2017
Estava longe de acreditar que as desventuras de Bridget Jones tivessem direito a mais um capítulo. A saga que teve início em 2001, traz-nos uma vez mais Renee Zellweger no papel de Bridget, agora quarentona, solteira e (ainda ) à deriva. E se antes era um prazer acompanhar as desventuras de Bridget Jones, agora quase fazemos frete... Saibam porquê. 

Evidentemente a história de Bridget Jones teria de ter um capítulo final, se é que podemos chamar isso a este filme. Certo é que nos vale 2h de gargalhadas, com a personagem de Renee Zellweger em busca do amor, grávida e sem saber quem é o pai da criança (mas quem será?). No entanto, não há amor como o primeiro, e o primeiro filme (O Diário de Bridget Jones) continua a ser o preferido dos três. Este último, apesar de divertido e com boa banda sonora, deixa a desejar. E a culpa é de Mark Darcy.

Parece que Colin Firth já não sabe ser Mark Darcy, numa interpretação oca e desinteressante em que parece constantemente que todos lhe devem e ninguém lhe paga. O actor tem falta de expressão, e mesmo que a própria personagem de Mark Darcy já fosse, por si só, desinteressante, o actor consegue fazer com que seja pior, falando num tom absurdamente monocórdico e sempre com ar de náusea (quando a grávida era Bridget...).  Já Patrick Dempsey é uma surpresa agradável, não fugindo muito ao habitual jeito McDreamy a que estamos habituados da sua personagem em a Anatomia de Grey (entre outros, tipo o filme Padrinho Mas Pouco). E Reneé Zellweger parece no mínimo... Diferente. Apesar de manter na mesma as características de Bridget Jones, a actriz já passou por tanto procedimento cirúrgico que já não parece a mesma. E Jones parece bem mais magra (apesar de grávida), além de se notar uma diferença abismal na expressão facial da actriz. Fora isso, continua a mesma Bridget, pelo que não tenho muito mais a apontar. 

A história em si acaba por ser mais do mesmo. Bridget tem dois amores que em nada são iguais, e de repente vê-se grávida e sem saber quem é o pai da criança. Será Mark Darcy - o primeiro grande amor - ou Jack  ? No meio disto, várias peripécias se advinham, e muito embora os primeiros filmes da saga tenham sido mais engraçados, a essência está presente e não deixa os fãs 100% desapontados. 

Apesar de tudo, O Bebé de Bridget Jones é uma excelente comédia para as tardes de domingo, e para os fãs da personagem principal vale a pena ver. Fica a sugestão ! 


1 comentário:

Paulo Faria disse...

Nunca fui muito fã de comédias românticas, mas adoro a Bridget Jones's e este último filme, foi super divertido. Já tinha saudades da maravilhosa Renee Zellweger, com ou sem plásticas continua a ser uma das melhores da sua geração :)

Bitaites de um Madeirense

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