REVIEW | T2: Trainspotting

Era um dos filmes que mais aguardava para 2017 - e não fiquei desiludida. 20 anos depois, Danny Boyle presenteia-nos com uma sequela das aventuras de Spud, Rent, Sick Boy e Begbie pela vida, num filme marcado por uma realização de loucos e com uma banda sonora soberba. Ainda assim a sequela deixou um pouco a desejar - saibam porquê. 

Em T2: Trainspotting (chamemos-lhe apenas T2 daqui para a frente, ok?) acompanhamos as mesmas personagens do filme de 1996, 20 anos depois. Em busca de uma vida melhor, Rent regressa 20 anos depois à Escócia, e reencontra Spud, Sick Boy (agora Simon) e Begbie. Mas reencontra também vingança e auto-destruição. Enquanto que em '96 víamos Rent a lutar para fugir da droga, agora luta para não voltar. 

No entanto, a personagem de Ewan Mc Gregor está mais oca, demasiado polida e ligeiramente desinteressante. E a bem da verdade, a única personagem que se sente quase igual ao fim de 20 anos é mesmo Spud. É este o grande foco de desapontamento com T2 - a mudança drástica em alguns aspectos que eram tão característicos nas personagens deste filme. O problema (que acaba por não ser exactamente um problema) é que a realização de Boyle é tão inovadora e tão peculiar que não nos deixa ficar mal neste filme. Os planos inclinados, as perspectivas muito variadas e a cor psicadélica fazem parte, e ilustram bem o ambiente e levam-nos numa viagem alucinante pelas vidas dos quatro rapazes. 

Ah, e a banda sonora - tão boa quanto a do primeiro filme. Não há que esquecer este pormenor. Em resumo, realmente T2 não chega aos calcanhares do filme de culto de '96, e não é uma obra prima ( afinal, uma sequela é sinónimo de termo de comparação prévio - mesmo que com 20 anos de diferença entre filmes), no entanto é um mimo para os fãs, e um filme a não perder. 



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