REVIEW | Jackie

Aborrecido, muito aborrecido. Não consigo pensar em adjectivo melhor para descrever Jackie, o filme que volta a pôr Natalie Portman debaixo dos holofotes. Dizem os críticos que a actriz brilha neste filme. O argumento parado, mal explorado e a performance deixam, no entanto, muito a desejar.

Okay, vamos começar pelo princípio. Houve inúmeras coisas que não gostei em Jackie, portanto, iniciarei esta review com o básico dos básicos - o argumento. Tinha tanto potencial, baseado na história verídica de Jackie Kennedy, mulher do presidente americano assassinado no início da década de 60. Aliás, a plot do filme é mesmo " após o assassinato de John F. Kennedy, a primeira dama Jaqueline Kennedy luta através do luto para reconquistar a sua fé, consolar os seus filhos e definir o legado histórico do seu marido". Ora, o problema aqui é que não vemos Jackie a conquistar nada. Absolutamente nada. A personagem de Natalie Portman parece oca, e a performance da actriz soa, cheira e sabe a falso. Todos sabemos que Portman consegue melhor, bem melhor que isso (hello, Black Swan !).

Depois a realização de Pablo Lorrain só contribui para deixar tudo ainda mais aborrecido. Planos extremamente longos (mais um bocado e era o Manoel de Oliveira a realizar o filme), e focados unica e exclusivamente na cara de Portman contribuem para nos sentirmos na pele de Kennedy e as suas emoções, mas acima de tudo contribuem para uma hora e meia de tédio puro e duro. O que finaliza o segundo ponto fulcral que me leva a não ter gostado deste filme. 

Passando por fim aos pontos mais positivos deste filme: o guarda roupa e a banda sonora. A música é lindíssima, e o filme bem merecia um prémio para este guarda roupa. No entanto, guarda roupa e música não fazem um filme - e Jackie é definitivamente um filme que podem deixar passar. 


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