REVIEW | Split (2016)

fevereiro 06, 2017
Chegou na passada semana às salas o mais recente filme de M. Night Shyalaman, Split (Fragmentado), Sendo um realizador que aprecio e acompanho desde há muito (com obras primas como Unbreakable e The Village), não podia de todo perder este filme. E não desiludiu: com uma performance soberba de James McAvoy, este thriller deixa qualquer um a cravar as unhas na cadeira - do princípio ao fim. 

Vamos lá começar do início. A história de Split é bastante promissora, centrando-se em Kevin (James McAvoy) uma personagem que sofre de distúrbio de personalidade múltipla que rapta três raparigas adolescentes que tentam escapar antes do aparecimento da vigésima quarta e última personalidade do seu raptor - que é alegadamente a mais assustadora de todas. 

Estamos bem até aqui ? Optimo. De agora em diante é uma roda viva imparável de acontecimentos, sob uma realização irrepreensível de Shyalaman, com a fotografia impressionante de Michael Gloulakis e uma banda sonora de fazer perder a cabeça. As raparigas tentam escapar, enquanto cada personalidade de Kevin se manifesta, e ao mesmo tempo, para ajudar à festa, a psiquiatra de serviço acompanha o desenrolar dos acontecimentos. 

O filme é impressionante, extremamente consistente e prova uma vez mais que Shyalaman é um realizador e argumentista de alto gabarito. Mas é James McAvoy a verdadeira estrela em Split. A sua versatilidade ao interpretar cada uma das personalidades de Kevin é assustadora (e considerando que o único filme da sua carreira até agora que realmente apreciei foi Atonement, tal é dizer muito). 

Já com uma escala de 7.5 no IMDb e a rebentar nas box-offices lá de fora, Split é o mais recente filme de M. Night Shyalaman que não podem perder.


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