REVIEW | Suicide Squad (2016)

Mais um falhanço depois de Batman vs. Superman ? Ou um sucesso como Deadpool ? Os filmes baseados nas BD da Marvel e DC Comics estão a dominar 2016, e Suicide Squad não é excepção. A horde de fãs divide-se, no entanto - e por aqui se desenvolveu uma relação amor-ódio com este sucesso estrondoso de bilheteira. Com um elenco (quase) de luxo, e tudo para dar certo, não saí da sala sem uma pontada de desapontamento. Saibam porquê.

Depois de muito hype e trailers espectaculares, eis que chega Suicide Squad - um dos filmes que mais aguardava por ver em 2016. Não fiquei 100% impressionada, confesso - e não vou mentir, já tinha lido péssimas reviews deste filme. A história pouco coerente é "salva" por Margot Robbie no papel de Harley Quinn, que foi essencialmente a alma do filme. Mas vamos lá ao que interessa. 

A premissa de Suicide Squad centra-se num grupo de criminosos reunídos pelo governo americano, para derrotarem uma entidade misteriosa - parece simples, certo ? Mas não. Para começar, o desenvolvimento desta premissa é muito pouco coerente em vários aspectos. O primeiro exemplo é precisamente a vilã da história, a dita "entidade misteriosa", a quem chamam Enchantress (um pequeno parêntesis para expor o meu descontentamento para com a escolha de Cara Delevigne). Ora, Enchantress era uma arqueóloga chamada June Moone, que inicialmente ia ser usada por Amanda Waller para fazer parte da Task Force X (mais tarde chamada de Suicide Squad). 

O problema aqui, é que Enchantress passa de anti-heroína para vilã num piscar de olhos - e (quase) nem temos tempo de perceber como. Desde a relação com o capitão Rick Flag, até ao facto de que estamos perante a vilã - a coerência é curta até para fãs de DC Comics. Efectivamente, sou de opinião que qualquer pessoa sem um background mínimo destes anti-heróis, não vai perceber grande coisa deste filme. Ah, e sem esquecer as ligações com Batman vs. Superman e Justice League...

Passemos agora às coisas boas do filme. Vou começar, claro, pela fantástica e espectacular Margot Robbie. A actriz encarna de forma espectacular a personagem de Harley Quinn (além de ser gira que dói). Adorava sinceramente ver esta Harley a dar vida à série Gotham, mas isso fica para outra altura - a personagem é sem dúvida a alma do filme. A par com Harley, no entanto, temos um Deadshot também quase irrepreensível, interpretado por Will Smith. Digo quase porque apreciei numa escala bastante maior a personagem em Arrow.

Somamos ainda o Joker de Jared Leto - que foi o segundo ponto que mais me desiludiu, dado que o actor tem menos de cinco minutos de destaque ao longo do filme e era a personagem with bigger shoes to fill. E assim fica a insinuação de um triângulo amoroso entre Deadshot, Harley Quinn e Joker (o que não é bom nem mau, e só desnecessário e não acrescenta nada). 

E para terminar, a banda sonora. Minha gente, é das melhores bandas sonoras num filme do género - especialmente esta versão de Bohemian Rhapsody pelos Panic! At The Disco. É um grande ponto a favor deste filme, que no geral não amei nem detestei - mas não cumpre de todo com o que promete aos fãs. 

Suicide Squad estreou em Portugal a 4 de Agosto.



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