REVIEW | Spectre (2015)

janeiro 02, 2016
O mais recente filme de James Bond traz novamente Daniel Craig ao grande écran como o espião britânico mais famoso de sempre. Spectre foi um Bond promissor e muito antecipado, mas peca pela fórmula já muito vista. 

Daniel Craig volta às salas como James Bond, o espião britânico do MI6 já protagonizado por actores como Pierce Brosnan e Roger Moore. Ao vigésimo quarto filme da personagem, inicialmente da autoria de Ian Fleming, espera-se o mesmo de sempre: grandes perseguições, a destruição de um carro de luxo em menos de um minuto, mulheres bonitas e o típico Martini "shaken, not stirred".

Spectre não é nem shaken, nem stirred. Esperando algumas novidades, além do básico e típico Bond, o filme peca por manter exactamente a mesma fórmula, piorando dois dos seus aspectos fundamentais: uma Bond Girl e um vilão a sério. 

[SPOILER ALERT] Não podemos deixar de fazer uma comparação entre os anteriores filmes, e quem acompanhou os três anteriores filmes de Daniel Craig (Casino Royale, Quantum of Solace e Skyfall) sabe do que falamos. Em Casino Royale, por exemplo, temos Eva Green como Vesper Lynd, aquela que foi uma das melhores Bond Girls que já vimos - lindíssima  e má como as cobras, conquistando ainda assim o coração do nosso herói favorito. E, mantendo ainda o foco em Casino Royale, temos um vilão incomparável (que inclusive chora sangue) - Le Chiffre. Sabemos que Le Chiffre morre, no entanto não deixa de marcar a história de Bond como um dos melhores vilões. E já que estamos na onda dos vilões, que dizer de Javier Bardem em Skyfall ? 

Spectre realmente é um Bond que tem tudo, mas Léa Seydoux não seria a escolha primária para Bond Girl, protagonizando uma Madeleine Swann muito insípida. Entretanto, temos Monica Belluci, uma cinquentona em grande forma, protagonizando com Daniel Craig a típica cena de sedução por informação. Já no que diz respeito ao vilão desta história, claro que todos adoramos Christoph Waltz. Desde papéis geniais em filmes de Tarantino, a filmes de comédia como Horrible Bosses, o actor sempre primou pela excelência da sua interpretação. Em Spectre, embora interpretada por um actor brilhante, a personagem de Blofeld deixa muito a desejar. 

E claro, por fim, a típica música. Depois de Jack White e Alicia Keys em Quantum of Solace e Adele em Skyfall (e se andarmos para trás no tempo temos Garbage, Tina Turner e Madonna), Spectre traz-nos Sam Smith e o tema "Writing's on the Wall". Apesar de brilhantemente interpretado, com uma orquestra épica, a voz do cantor não seria a nossa primeira escolha. No entanto, reconhecemos depois de ver o filme que acabou por ser a escolha mais acertada entre os artistas mais populares da actualidade (ninguém bate o Skyfall de Adele, mas há que evitar repetições). 

Apesar de todas as coisas que não gostámos em Spectre, não deixa de ser um Bond a incluir na colecção. E os amantes do superespião que o digam. 




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