REVIEW | Hellraiser (1987)

outubro 23, 2015
Esta foi uma experiência cinematográfica incrível. Estávamos com saudades de um bom filme, e como tal regressámos aos clássicos - e um clássico pela mão de Clive Barker não deixa ninguém ficar mal. dado que falamos de um mestre do cinema de terror. As expectativas não eram muitas, mas o filme surpreende pela positiva - (relativamente) bons actores, fantásticos efeitos especiais (reforço que falamos de um filme de 1987). e a história em si é bastante criativa e original.

Mas que raio tem Hellraiser que possa tornar a história tão incrível? Sejamos sinceros - hoje em dia vemos de tudo um pouco num filme: há sempre entranhas à espera. E creio que é exactamente aí que reside o busilis da questão - é difícil encontrar um bom filme de terror- Hellraiser tem todos os ingredientes, entranhas, corpos em muito mau estado, partes soltas por todo o lado, mas a historia é realmente inteligente, uma espécie de mix entre ficção científica e terror. 

Tudo começa com uma caixa-puzzle que espalha o mal pelo mundo. Julia e Larry Cotton, marido e mulher, mudam-se para uma casa antiga onde a mulher teve um caso com o irmão do marido, Frank. Ao que parece, o irmão foi levado pelos Cenobites (as criaturas de outro mundo, de seus nomes Butterball, Pinhead, a Fêmea e Chatterer), para um mundo de horror que lhe trouxe o devido prazer e depois o matou. Acontece que umas pequenas gotas do sangue de Larry trazem Frank de volta à vida - e claro que a mulher o encontrou no sótão e se lançou num killing spree para ressuscitar o amante. 

Mas a coisa torna-se um pouco mais complexa quando os Cenobites são libertados pela filha Kristy - e estão sedentos pelo sangue de Frank. Há uma pequena reviravolta no fim, que lança a ponte para o segundo filme (e eventualmente todos os oito que lhe seguiram).

Relativamente aos actores, apreciámos especialmente Frank, e o filme inteiro aguardámos a entrada triunfal de Pinhead (quando apareceu, gostámos do que vimos). A filha e a mulher eram algo estranhas, e Larry esteve demasiado ausente para que nos possamos pronunciar sobre a sua personagem. A música é aterradora, o que contribui para a atmosfera geral do filme.  

Para filho pródigo de Clive Barker, a fórmula foi bem sucedida, originando um dos franchises de terror mais famosos da história do cinema- É definitivamente um filme de topo - vale totalmente a pena. 



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